Sta. Susana –
O Regresso, perdão, o Dilúvio
A manhã estava a prometer...chuva, muita chuva, mas os Cavaleiros não se
deixaram intimidar e ás oito e meia... Espere, espere !! Não se enganou na
crónica, é que os nossos passeios começam sempre da mesma maneira... na sempre
nobre e leal Área de Serviço de Palmela.
Após os cumprimentos matutinos, o rever de amigos e as apresentações de novos
companheiros, foi dado o início do briefing que durou escassos minutos, pois o
JP a falar é como um bardo gaulês: faz chover, mas com tal intensidade e
durabilidade que só aliviou passadas algumas horas.
Por via do temporal, decidimos alterar um pouco os nossos hábitos, e pela
primeira vez não fizemos um arranque de minuto a minuto e cada um por si a
seguir o road-book (como nos raids á séria) optando por formar uma caravana.
A entrada em terra deu-se junto às bombas da Marateca, já não me recordo se
ligámos a tracção às quatro ou se insuflámos os flutuadores, mas lá fomos
navegando pelo mar fora. O pequeno-almoço, foi servido debaixo de uma
gigantesca pála de betão que foi feita à ultima da hora propositadamente para
este evento, e que dá pelo nome de ponte, sobre a qual passa uma “estradita” a
que chamam de A2.
Lá continuámos debaixo do temporal em direcção a Casebres. Tivemos pelo
caminho algumas pequenas paragens, nada de grandes preocupações! Apenas o
tempo necessário para deixar passar alguns animais à procura de um tal de Noé,
ou de uma arca (!?) não percebi bem, ou para atravessar algum cruzamento de
eixos mais exigente ou para trocar alguma roda com “pedras no sapato”.
Após Casebres, vinha uma das partes mais difíceis do passeio. Um caminho muito
fácil onde só se atascaram três ou quatro carros e onde quase todos tiveram de
ser ajudados a passar. Por sorte, o São Pedro deu-nos tréguas e permitiu que
desfrutássemos de um dos momentos altos do passeio com toda a gente ao ar
livre, a tirar fotos e a demonstrar o verdadeiro espírito TT – A
ENTREAJUDA.
Chegada a hora da paparoca, mais chuva... Mas quem se importa com isso quando
estamos na presença de iguarias como o ensopado de javali que foi servido
juntamente com um estufado do mesmo bicharoco, uma cabidela e umas migas, tudo
divinal como só no “Chouriço” se encontra, acompanhado por um tinto que bebido
com a moderação que nos caracteriza, só pode dar saúde.
A etapa da tarde foi mais solarenga! Não chegou para os óculos de sol e
T-shirts mas deu para assistir a mais umas sessões de atolanços com uns fora
dos carros em amena cavaqueira, enquanto outros tentavam passar sem se
enterrar e outros passavam a tentar enterrar-se (há feitios para tudo).
Este não foi o último número, ainda nos pudemos recrear em mais um lamaçal e
no fim molhar os pés numa ribeira tão funda, que já foi usada para os
primeiros testes aos submarinos que a nossa armada encomendou. Neste caso a
tripulação de serviço foi mesmo o Luís Miguel e “suas partner’s”. Enquanto
isto fazia-se uma transfusão de baterias entre um Defender, com problemas de
alternador, e um Samurai a respirar saúde, coroada de sucesso. Com isto tudo
já era noite escura e os “sobreviventes” desta aventura foram recompensados
com um belo jantar na “Estalagem da Barrosinha” onde se fez serão com a típica
entrega de lembranças e respectiva divulgação dos concelhos que nos acolhem.
Desta feita Alcácer do Sal, essa bela terra ribeirinha banhada pelo Sado, que
tão gentilmente nos recebeu.
Para terminar, não faltaram as promessas de nos voltarmos a encontrar por aí,
juntamente com um grande apreço e um grande obrigado da nossa parte ao João
Alves, pessoa que personifica em absoluto o que deveria ser o ESPÍRITO TT.
Um abraço deste vosso amigo
Pedro Tavares
FICHA
TÉCNICA
DATA
04 de MARÇO de 2006
HORA 09:00
ORGANIZADOR CLUBE TT OS CAVALEIROS
LOCAL Zona
de serviço de Palmela da A.E. 2
DISTÂNCIA
170 km
navegação
Road-Book
RELEVO Pouco
acentuado
Tipo
de piso Alguma lama e muita
lama
PAISAGEM Boa
DIFICULDADE
Média a alta
MAPA
DO PERCURSO


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